28 de outubro de 2009

O Poder do Soul

Eu, ser complexo que sou, entre tantas outras, tenho as duas seguintes características (e olha que não sou mulherzinha de nutrir frescuras vãs!):
Primeira- tenho gastura de melado. Coisas que grudam, colam em mim, sabe? E não é metáfora. Dedos besuntados de Leite Moça, sola de sapato gosmentada de chiclete, cola adesivada na pele... aff, me faz mal. Arrepio. Que gastura! Existe a palavra MELADOFOBIA?
E segunda- não gosto de ficar assistindo a videoclipes. Não me deem dvd de show. Gosto de música ao vivo; pela tela, não. Nem que seja o James Brown: eu não ligo.

Tá. Daí, ontem, hora do rush (se bem que agora qualquer hora é hora), garoinha fria na capital, eu na frente do shopping Frei Caneca... convidativo: resolvi escolher meu primeiro filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - O PODER DO SOUL (documentário sobre um show que fizeram na África, quando eu nem era nascida).

Entrei. Sentei. E fiquei vendo James Brown cantar, dançar, pular, tocar. Também B.B. King. Miriam Makeba. Celia Cruz. E até Muhammad Ali, falando mais que o homem da cobra; quase um Jair Rodrigues. As pessoas, na sala de cinema, se ouriçavam quando aparecia o povo de calça boca de sino, de tecido colorido. E eu ali.

Acabou o filme. Titubeei no "regular", mas votei no "não gostei". Depositei na urna, quase escondida (sim, porque imagino quantas pedras me jogarão pelo meu embate com Soul Music, ó! Que nem quando eu falo que não gosto de rock; querem me matar, me humilhar, me crucificar!).

Na saída, encontrei o Rodrigo Brandão (do Mamelo Sound System), que me disse "filmaço, hã?". Fiz que sim com a cabeça e saí querendo meus 14 reais de volta. Humpf. Eu queria ter visto a África. Conhecido o Zaire. Os costumes locais. Me situar nos anos 70. Eu gosto é de gente. Mais que de música. Pronto, falei.
E parei.
*Quem quiser assistir O Poder do Soul, tem dia 30, às 22h, no mesmo shopping Frei Caneca, e também dia 31, às 21;50h, no shopping Bourbon. E é isso.

Bala na Agulha

Esse é o nome do último livro que li. De grife, bem: Marcelo Rubens Paiva (satisfação garantida ou seu dinheiro de volta). Olhei, comprei e devorei numa sentada só (foi deitada, na verdade).
É daqueles livros que te transforma numa Amy Winehouse; viciada. "Vou ler só mais uma hora" - e lá se foram duas. "Então, quando der uma da manhã, eu paro" - até que o relógio acusa 2:37h. É assim. Bala na agulha (de 94, acho?).
E é "unissex": romance policial com muita ação, suspense, drogas, prostituição, submundo, poder, dinheiro, fracasso... amei! Recomendo. Delicioso é viajar por Nova York, Lima, Brasília, Miami... tudo sem sair do lugar. Obrigada, Marcelo. Até sonhei com os bastidores do poder, no congresso nacional. E com otras cositas más. Por causa de você.


*Ter bala na agulha é estar municiado de recursos, sendo capaz de realizar algum evento com rapidez e com boa qualidade (dinheiro, poder, etc).

Danger in São Paulo - Brazil

Foreigners coming to SP: watch out! (Brazilian night)
Last weekend I received a friend from UK, who came to São Paulo on vacation. A bunch of friends took him to a famous night club called A LOCA (translating, it's THE CRAZY), near the heart of the city (Paulista Avenue).
It was crowded, the music was loud, and people seemed to be having lots of fun. Then we agreed upon leaving, but my English friend decided to stay there by himself. Taking a cab whenever he felt like going home wouldn't be a problem at that place of town.
What happened next (tragedy) just can't be explained, as he can't remember one single thing that happened afterwards.
He was beaten. He's got bruises all over. And a black eye. A broken heart. He can't breathe normally, cause they really hit him hard.
A peaceful foreigner, nice London boy, willing to have fun on his very first night here in São Paulo. His stuff was stolen: they took his watch, money, mobile and peace of mind, soul. No dignity.
What a shame... Brazilian shame.

26 de outubro de 2009

Pra inglês ver

*algo feito apenas para preservar as aparências, sem que efetivamente ocorra*
Sábado me senti patriota: orgulho de ser brasileira! Levamos um amigo inglês pra passear na "discoteca" mais fervente de São Paulo, A LOCA (perto do coração da cidade, Avenida Paulista). Justo eu, que para tolerar o gênero musical "putz-putz", tenho que estar com muita boa vontade na ideia. E estava. Fui junto. Me diverti. Que orgulho de ser brasileira, ali numa balada cheia de brasileiros "do bem". Todos com um intuito comum: diversão, sem penetrar no caminho de ninguém.
Nosso amigo gringo, Mr. English, se divertia a valer. Fazia sucesso entre os jovenzinhos emotivos que transitavam no local, vindo abordá-lo. Eu traduzia tudo e explicava, solícita, as diferenças entre as baladas de Londres e as de SP, entre tantas outras coisas. Meu amigo, primeira noite no Brasil, vibrava com o clima, com a música, com os rapazes...
"Vamos embora, já é tarde" - resolvemos, lá pelas tantas. Todas concordamos que Mr. English deveria ficar mais, voltando pro hotel de taxi, quando bem entendesse. "I'm on vacation, I'll enjoy", que quer dizer "estou de férias, vou aproveitar" -ele disse, tendo como resposta gritinhos quase histéricos que saíram espontaneamente (e em coro) das bocas das meninas presentes (eu inclusive). Sábia decisão hedonista, pensei.
A parte boa da história, "pra inglês ver", termina aí. Desse ponto em diante o que vier é desfecho trágico ou consequência violenta.
No dia seguinte, após meio dia (óbvio), alguém resolveu ligar pra ele pra saber se queria almoçar fora. E nada de atender. Clima tenso. O dia inteiro extendendo o suspense; e nada dele atender telefone. Até que resolveram ir até lá. Tamanho foi o choque ao verem que ele foi ESPANCADO. Está com olho roxo, braços cheios de hematomas, com dificuldade pra respirar, coitado. Murchou por completo; não mais sorri, é um ser pequeno numa terra estranha, inóspita. Está nu. Sim, é uma metáfora.

Mr. English, nosso novo amigo gringo, gente boníssima, que apanhou na primeira saída aqui em São Paulo, disse que não se lembra de nada, absolutamente nada. Do momento seguinte a nossa partida na noite anterior, tudo é black out e dor. A da alma ainda maior que a física. Ele só sangra por dentro; está coagulado.

Hoje, terceiro dia no Brasil, está sem celular, sem relógio, sem dinheiro (levaram), e, sobretudo, sem vontade de viver a vida e aproveitar as férias (roubaram). Eu, com vergonha de ser brasileira. E, pra testar sua fé, Deus ainda mandou uma chuvarada forte de segunda-feira braba, só pra alagar toda a cidade e deixar Mr. English chovendo baixinho e sozinho.

*sobre a expressão "pra inglês ver": a origem da expressão tem várias versões, mas provavelmente deriva de uma situação vivenciada no Período Regencial da história brasileira. Os britânicos, que tinham explorado a escravidão durante mais de duzentos anos, sobretudo monopolizando o tráfico de negros africanos, passaram a liderar os movimentos antiescravistas. Em 1826, a Inglaterra obrigou o Brasil a firmar um tratado de abolição do tráfico, o que não foi efetivamente cumprido, fazendo circular pela Corte o comentário de que o Regente Feijó fizera uma lei só "para inglês ver" - fonte Wikipedia.
PS.: Agora é tarde e vou dormir. Boa noite, cinderela...

25 de outubro de 2009

Uma flor nasceu na rua


Eu que fiz.
Quer dizer, Drummond ajudou. E muito.
E a modelo também: é minha prima Clecinara Lane. Também Miguel.
Salve Ibiá, Minas Gerais. Salve Itabira, também MG.
Família é família. E tudo é poesia.
Amo tanto.

23 de outubro de 2009

Isso é coisa de CINEMA!

Paris a Gosto foi exibido no cinema Matilha Cultural, com direito a esquete de comédia (Dra. Herculana Maria). Num pseudo-coquetel, muitos amigos reunidos. Obrigada a todos que compareceram, em nome da Mexerica Filmes. E em 2009, Matilha Cultural bombando na Mostra Internacional de Cinema (SP).
PS.1: Obrigada, também, aos amigos bons que estavam presentes "em espírito"! Vejam o vídeo do que "rolou na noite".
*A música deste vídeo é de um grande músico chamado MUNHOZ. Se chama PASSEIO NOTURNO. Está, também, no filme. Ele me autorizou. E ontem prestigiou. Obrigada, Tiago! (sem hagá?)

PS.2: Obrigada Ismael, pela projeção. Irmãos Carneiro, pela cópia, apoio, paciência e "tamu-juntice". Clarence, Ju, Titão... valeu! E, Ricardo, OBRIGADA POR ME EMPRESTAR SEU CINEMA! Que bom saber que a Matilha está aí pra isso! (viu, gente?)

PS.3 (e último): mistério não solucionado -dois amigos de tenra infância, a Geovana e o Lell Trevisan, que eu não via há 20 anos, apareceram por lá. Mas isso não foi registrado pelas câmeras. Assim como o Criolo Doido. Será que foi tudo sonho?

"Sonho que se sonha só é só sonho. Sonho que se sonha junto, é realidade" - Raul Seixas, que maluco...

20 de outubro de 2009

Zumbis

Locação: praça no centro da cidade.
(Suja, escura, podre)

Como zumbis, seres se agrupam em torno de uma causa comum: decadência sem elegância. Crack. Mata.
Chegam num bando de uns 8. Param na esquina. Conversam. Se movimentam muito, e rapidamente. Fissura.
Então começam a surgir outros; inúmeros deles. Brotam tal qual passe de mágica, como se surgissem das trevas, do solo, do nada. Do vazio.
O de capuz atravessa a rua, com seu gingado à la maloca, inconfundível. Junta-se ao bando. E também vem o mendigo com cobertor nas costas. E o cara de bicicleta. E uma mulher muito magra, pele e osso, praticamente. E tantos outros, todos iguais, incontáveis. Agitam-se, juntos. Articulam. Trocam coisas, físicas e espirituais: só energia ruim, dá pra sentir de cara.
Logo, ouve-se o clicar de isqueiros impiedosos, que, em flash brusco, queima neurônios um a um, carbura sonhos e vontades, destroi o desejo de viver e acende a chama que os queimará no fogo do inferno.

E não me refiro àquele inferno clássico, religioso, não. Estou falando do próprio inferno no qual eles já vivem. O inferno de estar numa praça no centro da cidade, numa segunda-feira besta de outubro, às 3 da manhã chuvosa, atrás de crack em rodinha de nóia. Em cada rosto, uma expressão de desgosto. Pessoas vazias. Tristes. Olhares perdidos, que não veem nada. Que inferno deve ser não ter vontade de preservar o único bem precioso: a própria vida!

O carro de polícia se aproxima, vagarosamente. Giroflex ligado, para ser notado. Olham. Dispersam, como moscas que circundam excremento. E seguem, então, para uma próxima esquina, em busca das mesmas coisas que nunca vão encontrar. Só vazio e dor. Abandono e fraqueza. Sucumbem. Morrem. E talvez a morte física não seja pior que a deles... anseiam por isso.
Seria sua libertação, finalmente?
*********************************
PS.: Agora, madrugada dessa mesma segunda-feira, eu, quentinha e confortável aqui no meu leito, escrevo esse texto numa respirada só. Tudo que vi foi da janela da locação, pois estamos filmando no centro da cidade. Horário de verão, o dia chegou. E termino aqui meu singelo relato, na certeza de que, para aqueles zumbis, nunca vai amanhecer. Noite, noite, noite sempre... tipo inverno na Finlândia, aff, imagina.

18 de outubro de 2009

Toda atriz queria ser cantora?

"Por quê toda atriz queria ser cantora?"
Manga, montador do longa O Doce Veneno do Escorpião

Foto: Ju Vilas (a gloriosa Pássara, Urblog) - que escreveu, entre tantas outras pérolas, um texto de-li-ci-o-so sobre essa nossa noite no karaokê. Está aqui, ó:
http://urblog.com.br/2009/10/16/noite-de-gloria-deborah-brenda/
E tcham tcham tcham tcham!
SERVIÇO COMPLETO: a moça não é fraca, não. Também postou lá, no urblog, um vídeo sensacional, registro do nosso momento "mamãe quero ser cantora". Todas nos esguelando ao som de HELP dos Beatles. Um primor, minhas meninas!
(gente bonita, clima de paquera e presença de famosos, ahá... vê lá!)

Paris a Gosto - filme de Brenda Ligia


curta PARIS A GOSTO -um filme de Brenda Ligia
quinta, 22 de outubro - 21h - GRÁTIS
CINEMA MATILHA CULTURAL (69 lugares)
Rua Rego Freitas, 542 -centro/ São Paulo
(sabe a praça Roosevelt? fone: 11 3256.2636 )
OBA!


Duração: 27min e 27s
Sinopse:
No ano da França no Brasil, a atriz Brenda Ligia percorre as ruas de Paris interagindo com a cidade e mostrando tudo tal como é, sob sua ótica pessoal e particular. Percorre roteiros tradicionais de forma alternativa, mostrando as atrações de Paris sob um olhar particular. Nunca esquecendo, é claro, as pessoas que ali transitam.

"Um registro despretensioso e bem-humorado" - Napoleão Bonaparte

14 de outubro de 2009

MATILHA CULTURAL é o máximo!

A MATILHA CULTURAL acontece na região central da cidade de São Paulo num movimento de diálogo com a produção independente. Um dos únicos espaços que integra sala de cinema com espaço expositivo e sala multiuso, três ambientes permeados com consciência ecológica que acompanham a efervescência e a maturidade da nova produção brasileira.
Olha esse vídeo que eles fizeram... incrível! Ganha um doce quem adivinhar que a voz do dog é do Funk Buia, do Z'África Brasil.

ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo - Brasil
fone: +55 11 3256.2636
contato@matilhacultural.com.br

Filme

Cássio Gabus Mendes e Brenda Ligia (só gente boa no elenco de Doce Veneno do Escorpião, hehehe...).
A GALERA: Fabíula Nascimento, Cássio Gabus Mendes, Sérgio Penna, Silvana Penna, Débora Secco, Cris Lago e Brenda Ligia. Existe vida fora do expediente!

Momento KELLY desenha: as garotas do privê da Larissa.

Dona Larissa fuma, Kelly almoça... assim que é, abuso do poder (Brenda Ligia e Drica Moraes no ensaio nosso de cada dia).
*IMAGEM OCULTADA*
(e pobre da atriz que não souber ser feia, acabada e mal-amada, ainda que por um tempo...)

8 de outubro de 2009

Sou fã dessas crianças!

Minhas crianças favoritas agora deram pra cantar e fazer beat box! Uma graça!

3 de outubro de 2009

Brutal - Mário Bortolotto

Ontem à noite fui à Praça Roosevelt, pela primeira vez, para ir ao teatro assistir a estreia do espetáculo BRUTAL, de Mário Bortolotto. Extremamente forte, e, como o nome diz, BRUTAL, mesmo. Polêmico. Inteiro. Belo. Questionador. Crítico. Engraçado. Tanta coisa! Quero assistir de novo. O texto é incrível. Inteligente. Ousado. Entendi por que o povo tanto fala desse tal de Bortolotto. Cutuca a gente e faz pensar. Muito bom, tudo. Adorei.

No elenco, só "ouro olímpico", como dizem por ali. Nunca vi coisa dessa. Só gente boa. Um mar de talento, que beleza. E amigos.

Sobre a atriz de nome ÉRIKA PUGA. Eu já sabia que a bicha era danada de talentosa, pois somos colegas de elenco no Doce Veneno do Escorpião - ela é "my favorite quenga-girl". No Brutal, sua personagem Sol ("nome besta?!"), meio hiponga, grávida, de fala cansada, quase afônica, apaga por completo a Érika Puga que outrora existiu naquele corpo de pernocas bem torneadas que Deus deu à moçoila. Tamanha a verdade. Causou-me arrepios ao debulhar-se em lágrimas, tendo uma crise de choro por causa do tal do Estevão. Sofri junto, ali. Bom, tem que assistir pra saber; não sou pângua de contar o final... que é, aliás... SENSACIONAL! De arrepiar! De chorar! Valeu, com mensagem. Eu gosto assim, pronto-falei.

Mudando de pato pra ganso: meu primeiro trabalho remunerado como atriz foi há uns 5 anos (ou mais?). Era um filme pro canal TNT, projeto 48 horas. No elenco, fazendo o papel da mal-humorada, Martha Nowill. A mesma Martha que, ontem, lindamente, alcançou a glória com sua personagem Glória, que fez caber cada palavra, cada gesto, cada tempo... fino humor! Rara garota. A cena em que ela e Maria Manoella (a demônia Laís*, uaaaaau, incrível!) conversam à mesa é maravilhosa. Que jogo daquelas duas, um show! O texto, delicioso. Dá gosto de ver. E vontade de que não acabe nunca, pra gente morrer de rir forever... aliás, só de olhar pra Glória, já dá vontade de rir. A boca e as pernas que Martha construiu estão hilárias!

*O trabalho da Maria Manoella eu já conhecia, claro. Todo mundo conhece. Aliás, a vi fazendo teatro dentro do cinema, naquele longa lá (aliás, que loucura deve ter sido isso, hein? imagina...). Ela sabe fazer. Manda bem demais. Conhecedora, conhece. Eu também achei incrível o fato do Estevão conversar com o mar... por causa do brilho nos olhos dela! Linda, firme, bela, vamp.

Atriz-revelação: Luciana Caruso, vulgo Sininho (do Peter Pan, mesmo). Gente! Eu não tinha assistido Flores Brancas, não sabia que a Lu era tão boa! Ela sente, mesmo, a dor da sua personagem Bimba. Ela sofre, mesmo. Seu vazio é sem igual. Desleixada. Dá pra ver que fez um trabalho impecável... a Lu é uma grande atriz. E o povo quer saber: o que ela cheira no começo do espetáculo?

Daí tem a Cacá (Carolina Manica). Que conheço não sei como, não sei de onde... mas conheço. Sua personagem Toy, Toyzinha, porque "é o brinquedinho de mami e de papi" (gente! impagável! Quanta coisa ótima nesse texto, benza Deus!), passa por diversas curvas fásicas ao longo do show (sim, foi show!). Foi uma delícia ver ali, num instante inicial, uma Toy leve, nas nuvens, flutuante, meninota; para no final a mesma ressurgir minúscula, encolhida, trêmula, sem eixo. Nossa... ela transpirava seus sentimentos. E estes respingavam no público. Todos sentiam asco do Trolha por causa dela, da expressão e da linguagem corporal dela. Todo mundo embarcava junto. E a cena da Coca-Cola?! Ah, um primor! Mais um clássico!

Parabéns aos atores. Um deles (o que faz o Trolha) protagonizou o curta noir O PACOTE (de Marcel Carneiro); foi prontamente reconhecido logo no primeiro instante da peça, pelo mesmo, na plateia. Tem razão em abrir o espetáculo com ele: poucos seguram, com nobreza, o que ele faz com destreza. Forte veia cômica. Ótimo. Grotesco. Pesado. Sua cena deitado sobre a mesa tem que se tornar um clássico, também! Mais ninguém faria como ele fez.

Estevão é curioso. Embora a peça se dê em torno dele, o mesmo permanece às margens dos acontecimentos. Eu acreditei na veracidade da Legião do Amor quando Estevão, embalado pela música envolvente, abraçava suas fiéis (supostamente) e pregava a proximidade entre aqueles que são semelhantes.


ESTÃO EM CARTAZ ATÉ O FINAL DE NOVEMBRO - TODAS AS SEXTAS, À MEIA-NOITE. NA PRAÇA ROOSEVELT, 158 - PARLAPATÕES (centro de SP).

RECOMENDO!!!

25 de setembro de 2009

O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO

Filme da Bruna Surfistinha (TV Zero, RJ). Longa-metragem com direção de Marcus Baldini. Argumento: Karim Aïnouz e Antonia Pellegrino.
*IMAGEM OCULTADA*
Preparação: Sérgio Penna. Com Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes, Guta Ruiz e...



Brenda Ligia, Débora Secco, Cristina Lago, Érika Puga, Fabíula Nascimento e Simone Iliescu (elenco/ privê). *IMAGEM OCULTADA* ESTREIA EM 2010... tcham tcham tcham tcham!

Novidade quente (site novo)

Um passarinho (que voa alto) me enviou o endereço de um site novo (desde agosto), chamado ECO 4 PLANET, que usa o mesmo sistema Google (vulgo "de busca"), só que de um jeito muuuuito melhor. Simples assim.

Primeiro porque o tal do site (aquió, o endereço é http://www.eco4planet.com/pt/ ) descansa a vista, é mais bonito, elegante, discreto (confiram, amigos do meu Brasil varonil); segundo porque economiza 20% de energia do monitor (bom pra nossa planeta, pro bolso...) e terceiro (último mas não menos importante) porque eles vão plantar árvores em vários pontos do globo terrestre de acordo com o número de pesquisas realizadas no site ECO 4 PLANET. SENSACIONAL! Acabei de checar, e por enquanto o ranking está em 25 árvores. Vai ser delicioso ver subir... imagina!

Enfim... pense em:
•Mais de 63 milhões de televisores em cores desligados por 1 hora;
•Mais de 77 milhões de geladeiras desligadas por 1 hora;
•Mais de 175 milhões de lâmpadas desligadas por 1 hora;
•Mais de 58 milhões de computadores desligados por 1 hora.

...e faça como eu, mude DJÁ pro ECO 4 PLANET http://www.eco4planet.com/pt/ (e esqueça o google, tadinho...). VALE MUITO! A Terra agradece!

11 de setembro de 2009

Filha Pródiga da Cidade

A grande jornalista e escritora (entre outras coisas) Juliana Villas, vulgo "Pássara", publicou isso sobre minha pessoa física e a Mexerica Filmes. FELIZ!

http://urblog.com.br/2009/09/10/filha-prodiga-da-cidade/

QUE DEMAIS! (clique no título -link para ler o texto e ver os vídeos)

6 de setembro de 2009

Uma tarde no rio Sena

Em um passeio às margens do rio Sena, encontrei uma cantora francesa (não, não era a Carla Bruni). - mesmo porque, muito bem citado, bi, a Carla é italiana! (ops)

Um rolê na Suíça

Passeio pela parte francesa da Suíça. Vevey, La Tour, Burier, Clarens e Montreux (Lac Léman). Agosto/2009.

4 de setembro de 2009

A Visita (Suíça)

Mexerica Filmes apresenta "A Visita". Filme de Brenda Ligia. Estrelando: família Birri - Suíça (ago/2009). "Uma vida não é nada sem amor". *Ich liebe dich*

1 de setembro de 2009

Brenda Ligia 2009


CINEMA + VIDEOCLIPES + COMERCIAIS + TV + TEATRO = cenas da atriz Brenda Ligia
-Longa-metragem com Zezé Motta, João Acaiabe, Antônio Pitanga.
-Curta-metragem com Aílton Graça; Norton Nascimento.
-Videoclipes do Otto, com Alessandra Negrini; Mundo Livre S/A, com Hermila Guedes.
-Comerciais da Coca-Cola e Nextel (O2 Filmes); Nossa Caixa, Nestlé, Mc Donald's.
-TV Cultura (minissérie); MTV Brasil (vinheta cômica); MTV Reino Unido (reality show); Ministério da Cultura (apresentadora); monólogo (direção Luciano Sabino - Globo).
-Show de Humor / Teatro (esquetes de comédia, direção Rapha Véles).
Música "Sensacional Brenda Ligia", do Clube do Balanço (Mattoli).